Seleção de Tipos de Empilhadeiras conforme o Layout e os Requisitos de Densidade do Armazém
Escolhendo a Empilhadeira Correta para Cenários de Espaçamento e Uso
Para selecionar o tipo adequado de empilhadeira para sua aplicação, é necessário considerar o layout do seu armazém e a disposição dos produtos armazenados. Cada tipo de empilhadeira possui pontos fortes e fracos quanto à capacidade de manobrar, estender o mastro e aproveitar o espaço.
As empilhadeiras do tipo torre são extremamente versáteis, pois conseguem navegar por vãos extremamente estreitos, já que seus garfos podem girar para pegar cargas de qualquer lado. Elas foram projetadas especificamente para acessar espaços apertados. Para maximizar o armazenamento vertical, as empilhadeiras reach possuem mástis altos e pernas estabilizadoras (outriggers) para manobrar paletes e ampliar o espaço na direção vertical. Para economizar no alcance total do armazém, os mástis podem se estender além da altura livre disponível.
Os benefícios são evidentes. As empilhadeiras do tipo torre são excelentes para maximizar o espaço. No entanto, exigem um investimento inicial muito maior. Os corredores precisarão ser demarcados e os operadores deverão receber treinamento específico para utilizar esse sistema avançado. As empilhadeiras reach exigem corredores de 2,4 a 3,0 metros (8–10 pés), uma empilhadeira contrabalançada convencional exige corredores de 3,6 a 4,3 metros (12–14 pés), e as empilhadeiras do tipo torre necessitam de corredores entre 1,5 e 2,1 metros (5–7 pés). A decisão sobre qual empilhadeira adquirir envolve avaliar o equilíbrio entre a capacidade de armazenamento desejada, a velocidade exigida no fluxo de trabalho e o investimento inicial.
Empilhadeiras para Corredores Estreitos vs. Empilhadeiras para Corredores Largos: Como a Largura dos Corredores Determina a Escolha da Empilhadeira e a Densidade de Armazenamento
Empilhadeiras para Corredores Estreitos devem ser utilizadas se seus corredores tiverem menos de 3 metros. Isso significa que armazéns com corredores de 3,6 metros podem utilizar empilhadeiras convencionais de contrapeso. Essas são a opção mais econômica e também a mais simples para o transporte geral de materiais.
Reduzir a largura dos corredores aumenta a densidade de armazenamento. Se a largura for reduzida de 3,6 metros para 2,4 metros, o número de posições para paletes pode ser incrementado em 30–40% na mesma área, mediante a instalação de estruturas metálicas para paletes. Contudo, as empilhadeiras para corredores estreitos apresentam limitações, como velocidade de deslocamento reduzida e menor controle pelo operador. Além disso, elas podem depender de sistemas para navegação segura, tais como guias por fio, por laser ou por sistema inercial. Em comparação, as empilhadeiras para corredores largos melhoram significativamente a velocidade e a eficiência. No entanto, há um custo considerável em termos de espaço no piso.
Estime as larguras disponíveis dos corredores e determine sua densidade de armazenamento desejada para selecionar a melhor opção de armazenamento. Se um novo sistema de armazenamento for ser construído, ajuste as larguras dos corredores com base no tipo de empilhadeiras a serem utilizadas. Alterar um sistema de corredores largos para um sistema de corredores estreitos é caro, perturbador e, geralmente, não representa a melhor opção.
Limites de Carga e Prateleiras: Peso, Dimensões, Altura de Elevação e Estabilidade da Carga
Estabilidade da Empilhadeira e Operação Segura de Empilhadeiras: Efeitos do Centro de Gravidade da Carga e das Dimensões da Carga
Conhecer o peso e as dimensões da carga é o primeiro passo para compreender os limites de operação segura. Quando uma carga é combinada com uma empilhadeira para determinar o Centro de Gravidade (CG), a posição do CG e a altura da carga podem afetar a estabilidade do sistema. Quando o mastro é elevado ou a carga é inclinada, o CG desloca-se para a frente, aumentando assim o risco de tombamento. As estruturas de paletização suportam 15% a mais da carga de tensão devido aos efeitos de uma empilhadeira em movimento. O operador deve considerar os efeitos de uma carga desequilibrada, sustentada ou que ultrapasse os limites de elevação em mais de 10% da largura das estruturas de paletização, pois esses fatores também aumentam o risco de tombamento da empilhadeira. Uma boa prática consiste em adicionar 30% ao limite seguro de carga para compensar variações reais. Os dispositivos de deslocamento lateral e rotadores alteram o CG efetivo e o valor da carga. Antes de elevar até a altura máxima, consulte a tabela de cargas do fabricante para cada dispositivo de deslocamento lateral ou rotador.
Compatibilidade do Rack e Folga: Entendendo a Capacidade de Elevação da Empilhadeira em Relação aos Limites do Mezanino e do Rack de Paletes
As limitações físicas das estantes para paletes devem ser consideradas ao escolher uma empilhadeira. Os montantes e vigas das estantes para paletes são classificados quanto a cargas específicas – capacidade de carga das vigas por nível e capacidade total do montante. Por exemplo, um conjunto de vigas classificado para 4.800 libras permitiria uma carga total de 14.400 libras por nível em uma estante típica para paletes de três níveis, enquanto um montante classificado para 18.000 libras teria uma capacidade total de 18.000 libras. Uma incompatibilidade entre a capacidade de carga da empilhadeira e a da estante para paletes pode resultar em sobrecarga de todos os componentes da estante, especialmente sob cargas dinâmicas e impactos com colisões a 3 mph. 58% de todos os danos às estantes para paletes são causados por impactos de empilhadeiras e reduzem a carga de trabalho segura da estante. A folga entre o mastro da empilhadeira e as vigas superiores, bem como a mezanino, deve levar em conta toda a amplitude de elevação e alcance. A medição da carga mais larga e da estante mais alta deve ser feita no corredor mais estreito, para garantir a amplitude total de operação sem interferências, preservando assim a carga de trabalho segura da estante.
Considerações operacionais e econômicas: Fonte de energia; Segurança; Ergonomia; Custo total de propriedade
Empilhadeiras elétricas versus empilhadeiras de combustão interna (IC) em armazéns internos: Emissões, manutenção e realidades do ciclo de trabalho
Existe uma compensação entre as necessidades operacionais e a economia de longo prazo ao decidir se devem ser utilizadas empilhadeiras elétricas ou de combustão interna (IC) em ambientes internos. Como as empilhadeiras elétricas são livres de emissões e silenciosas, elas são preferíveis em espaços fechados internos, onde a qualidade do ar e as normas de ruído constituem uma preocupação. Além disso, são mais fáceis de manter, pois não exigem trocas de óleo, substituições de velas de ignição nem inspeções do sistema de escapamento. Em contraste, as empilhadeiras IC utilizam propano, gasolina ou diesel e geram gases de escapamento, o que exige ventilação adicional. Embora o processo de recarga ou troca de baterias leve várias horas, comparado aos poucos minutos necessários para reabastecer uma empilhadeira IC, estas últimas são inadequadas para uso interno sem ventilação adequada e medidas de segurança.
Considerando o custo total de propriedade (CTP), as empilhadeiras elétricas são superiores em termos de custo de energia e manutenção durante sua vida útil. Embora as empilhadeiras com motor de combustão interna (IC) tenham um preço de aquisição menor e maior potência de pico para ciclos de alta exigência, seus custos com combustível, controle de emissões e manutenção acumulam-se muito mais rapidamente em ambientes internos. Para armazéns e operações que priorizam a saúde, a segurança e a sustentabilidade dos trabalhadores, as empilhadeiras elétricas constituem a opção preferível do ponto de vista operacional e ergonômico. As empilhadeiras IC ainda podem ser a opção preferida em armazéns que operam múltiplos turnos contínuos, devido ao abastecimento mais rápido. Nesse caso, será necessário implementar infraestrutura para ventilação, monitoramento de emissões e treinamento de operadores. Por fim, ventilação, horas de operação, duração dos turnos e CTP terão maior importância do que o preço de aquisição.
Perguntas Frequentes
Quais são as aplicações das empilhadeiras de contrapeso?
As empilhadeiras contrabalançadas são excelentes para docas de carga e para trabalhar com materiais que são manuseados em grandes áreas abertas. Elas não são tão eficientes em termos de espaço quanto outros tipos de empilhadeiras, pois exigem corredores mais largos para operar, mas são ideais para o transporte rápido de paletes em áreas abertas.
O que as empilhadeiras reach fazem para permitir que mais itens sejam armazenados em um espaço limitado?
As empilhadeiras reach utilizam mastros alongados e pernas estabilizadoras (outriggers) para alcançar e empilhar paletes até 9 metros e além. Essa funcionalidade é o que permite que essas empilhadeiras operem em espaços com corredores estreitos e aproveitem melhor o espaço vertical de armazenamento.
É melhor usar empilhadeiras elétricas do que outros tipos de empilhadeiras para uso em ambientes internos?
As empilhadeiras elétricas são mais adequadas para uso em ambientes internos do que outros tipos de empilhadeiras, pois não emitem poluentes, são relativamente silenciosas e mais fáceis de manter comparadas às empilhadeiras de combustão interna.
Qual é o melhor tipo de empilhadeira para utilizar em corredores muito estreitos?
As empilhadeiras de torre são a melhor opção para uso em corredores muito estreitos, pois possuem a capacidade exclusiva de girar os garfos e podem retirar paletes e cargas sem a necessidade de girar toda a unidade, conservando assim o espaço disponível.
Quais são os fatores que afetam a estabilidade de uma empilhadeira com carga elevada?
O tamanho da carga, o centro de gravidade e o centro da carga afetam todos a estabilidade de uma empilhadeira com carga elevada. Inclinar o mastro ou ter uma carga com distribuição de peso desigual também provoca o deslocamento do centro de gravidade, o que pode levar à tombagem.